"Para namorar temos que confiar na outra pessoa"

Educar é transmitir pelo discurso, mas também pela ação o lado bom e o lado menos bom de tudo o que faz parte da nossa vida. Não vivemos sem a amizade e o amor da família e de todos aqueles que nos rodeiam e fazem parte da nossa vida, mas devemos crescer sabendo que aqueles que nos amam nos devem respeitar e não podem ultrapassar limites que interferem com o nosso bem-estar.

Assim, o mês de fevereiro e a celebração do dia dos namorados serviu também de motem para refletirmos com os jovens a problemática da violência no namoro. Começamos por refletir com o nosso público alvo o significado do namoro e os limites desta relação: “namorar é dar as mãos”; “podermos estar sentados com as nossas pernas por cima do namorado a conversar”; “toda a gente gosta de namorar, não há idade certa para começar a namorar, ficamos vermelhas, o coração bate muito depressa e sentimos calor quando estamos perto da pessoa de quem gostamos”; “os pais  não devem proibir os filhos de namorarem, devem dar-lhes espaço e liberdade”; “saltitar de namorado em namorado não é amor”.

A violência na fase do namoro é uma problemática com forte manifestação sobre a qual é preciso intervir. Os jovens precisam conhecer e estar preparados para esta realidade, de forma a tomarem consciência dos limites do relacionamento, pedirem ajuda se necessário e ultrapassarem as dificuldades inerentes a esse processo.

m 2O estudo nacional sobre a Violência no Namoro 2019 realizado pela UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) revela que 58% dos jovens já foram vítimas de violência, mais 2% do que em 2018. Apresentamos e refletimos sobre os diferentes tipos de violência, sendo a psicológica e a emocional as mais difíceis de identificar numa relação; refletimos sobre situações concretas e formas de atuar; revelamos como pode ser difícil quebrar uma relação desta natureza e identificamos, na vida de cada jovem, as pessoas que podem ajudar na resolução do problema.

Equipa do Centro Comunitário